Pages

Mostrando postagens com marcador devocionais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador devocionais. Mostrar todas as postagens

09 maio 2015



1. Sua felicidade me incomoda. Como é que você pode experimentar tanta alegria cristã quando eu tenho direito exclusivo à felicidade? Você não se veste adequadamente, adora adequadamente, fala adequadamente, vota adequadamente ou estuda, ora e defende a verdade suficientemente. Por que você está tão feliz, droga?!

2. Minha falta de felicidade me incomoda. Creio ter alcançado uma aceitação especial perante Deus devido ao meu modo de vestir, adorar e viver. E mesmo assim há um sentimento de vazio que incomoda minha alma. Eu cumpro todo o ritual da piedade e a sequidão ainda está lá. Onde está minha alegria?!

3. Estou chocado que o Espírito Santo use sua igreja. Rotulei sua forma de adoração como mundana e inaceitável. É frustante ver o Espírito Santo resgatar almas através da sua igreja.

4. Evito todos os versículos que fazem menção à unidade e amor cristão porque eles me confundem. Por que Deus me chamaria a um patamar mais elevado e depois exigiria convivência em amor com aqueles que não estão no mesmo nível de entendimento e santidade?

5. Quando você me ama, meu coração amolece. Quando você me trata como irmão/irmã em Cristo, simplesmente porque Jesus nos ama, me sinto desconfortável. Meu coração se quebranta de forma que não posso ignorá-lo. Me faz pensar que você sabe algo que eu não sei! Pare de me amar! Argh!!

6. Estou tão cansado de manter aparências. Ninguém pode saber que a minha família é imperfeita, minha fé instável ou minha igreja dividida. Há décadas mantenho essa aparência de perfeição gloriosa e estou exausto. Mas será que há mais do que isso?

7. Eu uso a palavra "graça", mas não sei o que ela realmente significa. A meu ver, graça são pequenos mimos que Deus dá a quem se esforça ao máximo para permanecer no caminho estreito. Já ouvi falar de uma graça sobrenatural na qual o cristão pode descansar, encontrar sua identidade e desfrutar desde já e por toda a eternidade.Não faço ideia o que é isso.

8. Às vezes, Deus parece muito distante. Na verdade, quase o tempo todo. Mas onde Ele estiver, espero que ele esteja contente comigo, por que estou me esforçando ao máximo.

9. Temo que um dia descobrirão que eu sou um pecador também, e meu ministério acabará. 

10. Gosto de citar homens santos que já morreram, mas nunca procuro saber no que criam ou como suas crenças diferenciavam-se entre si. Simplesmente imagino que eles, já que morreram pela "verdade", certamente criam o mesmo que eu.

11. PARE DE SER TÃO FELIZ! (veja nº1)

12. Não tenho argumentos sólidos. Mas quanto mais bravo e fervoroso eu sentir enquanto debato doutrina, mais lógico soo a mim mesmo. Então perdoe minha gritaria e espírito contencioso. Isso também explica porque uso CAIXA ALTA em todos os meus argumentos.

13. Certa vez ouvi uma música cristã contemporânea e gostei. Isso me incomoda até hoje.

14. É tudo uma questão de paciência. Espere até que estejamos no céu e Jesus distribuindo as coroas que você verá quem tinha a razão o tempo todo. Aguarde!

15. É fácil demais ser cristão se tudo o que você tem a fazer é descansar no Seu perdão, se esconder em Sua grandeza e ter Seu amor como a maior motivação para seguir Seu ensino. Não pode ser tão fácil assim! Se é tão simples, por que a minha denominação ensina há anos tantas regras e regulamentos? Estou confuso! 

16. Pois é, estou confuso! Então me deixe em paz. Não me ame ou me trate bem. Me dê razões para crer que eu estou mais próximo a Deus do que você. Eu quero estar próximo a Ele... mas me sinto tão longe.

Daniel Gardner
daniel.gardner.nom.br

01 abril 2014

Carta do meu marido ao nosso querido Arthur que chegará em breve!


Em inglês no blog dele: Dear son: your dad is messed up


Querido filho: seu pai é falho


Sua mãe e eu estamos contando os dias até que você encha o quarto do hospital com o seu primeiro choro. Nossa casa é pequena, e às vezes nossa cachorrinha saltando faz parecer ainda menor, mas você é muito bem-vindo para preenchê-la com os seus risos, gritos e lágrimas abrasivas. Nós te amamos.

Aqui está algo que você deve saber: grande parte do nosso mundo é feito de aparências. De publicidade, entretenimento, conversa fiada de interações sociais. Parece que colocar máscaras e fingir ser um diferente "você" é bastante comum. A maioria das pessoas tem uma versão mais brilhante de si mesmos que elas tiram e pôem, dependendo de quem está tomando nota na época.

Mas não quero que você me veja na minha armadura brilhante. (Prefiro me livrar dela, na verdade.) Em vez disso, quero que você me veja do jeito que meu Salvador me vê. É o único retrato fiel de quem eu sou. Quando você olhar para mim, olhe para estas coisas:

1. Seu pai é um pecador. Ele é falho. Deus o criou com um belo objetivo: conhecer e adorar o Deus Uno e Trino. Mas seu pai errou o alvo. Repetidamente. E propositadamente. Seu pai não era uma pessoa incrível, com apenas algumas falhas. Ele estava totalmente com defeito. Ele era como 200 quilos de queijo suíço, cheio de buracos. Drenado de qualquer justiça, e ainda transbordando de orgulho.

2. Jesus Cristo salvou o seu pai. E salvou é uma palavra muito grande. São as palavras amou, resgatou, lavou, libertou, adotou, e chamou, tudo em um! Um monte de coisas maravilhosas que aconteceram com seu pai - mas nada disso aconteceu, por causa do seu pai. Deus, que é rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que Ele me amou, me salvou em Jesus Cristo. Ele comprou um escravo e prontamente o chamou de "meu filho". Espero compartilhar essa história com você muitas vezes mais.

3. Seu pai continua errando. É frustrante, eu sei. Basta perguntar à sua mãe. Seu pai faz mais “sujeira” do que você em sua fralda bonitinha. Mas, diante dos olhos de Deus, o seu pai está completamente coberto pela perfeita santidade de Jesus Cristo. E o Espírito Santo está moldando e ainda me moldará. Você vai ver várias vezes: quando você comparar o seu pai com Jesus, haverá uma enorme lacuna. Papai não espelha seu Salvador perfeitamente. No entanto, seus pais encontram alívio, perdão e conforto em alguém que é perfeito. Alguém que não só começou a boa obra em nós, mas que vai completá-la.

4. Deus está derramando essa coisa chamada graça em seu pai e, rapaz, é o que ele precisa. Graça é a ferramenta para amolar, a vara da correção e o cobertor reconfortante. Preciso de graça, porque Jesus Cristo é o único padrão - o único aspecto - que Deus se alegra em ver. Não há nada que agrade nosso Pai mais que Seu Filho. E a graça é como Deus está fazendo Seus filhos tornarem-se mais como Seu Filho. A graça é o combustível que motiva o cristão em sua jornada ao céu.

Aqui está o seu pai em seus traços verdadeiros: pecador, crescendo na graça e necessitado dela. Portanto, o seu pai não é o item decisivo em sua família. Ele não pode resolver tudo, proteger todos, ou atender todas as necessidades por toda a eternidade. Ele certamente não tem todas as respostas. Só Deus pode fazer a mudança de valor em seu pai, em sua mãe e em você. Só Deus pode consertar o nosso mundo doente e que tem valores perdidos. Só Deus pode fazer algo bonito dos nossos rascunhos distorcidos.

Bem-vindo à nossa casa, baby. Ela deve ser um lugar de corações partidos e não máscaras brilhantes. Corações que encontram o seu significado no único Pai que vale a pena conhecer.

"O paganismo é otimista com relação à natureza humana sem ajuda, enquanto que o cristianismo é a religião do coração partido." - J. Gresham Machen

11 agosto 2013

A mulher "virtuosa" de Provérbios 31:10 é personificada pela "virtuosa" Rute, sobre quem a mesma palavra hebraica é usada (Rute 3:11). Com um paralelo incrível, elas compartilham pelo menos oito traços de caráter. Podemos nos perguntar (de acordo com a tradição judaica) se a mãe do rei Lemuel não teria sido Bate-Seba, que oralmente passou a herança familiar da reputação impecável de Rute para o filho de Davi, Salomão. Lemuel, que significa "devotado a Deus", pode ter sido um nome de família para Salomão (cf. Jedidias, II Samuel 12:25), que, então, poderia ter escrito Provérbios 31:10-31 com Rute em mente.


As duas mulheres:

1. Eram devotadas a Deus
    Rute 1:15-18 / Provérbios 31:10-12,23

2. Tinham prazer em trabalhar
    Rute 2:2 / Provérbios 31:13

3. Eram diligentes quanto às suas tarefas
    Rute 2:7,17,23 / Provérbios 31:14-21,24,27

4. Usavam palavras piedosas
    Rute 2:10,13 / Provérbios 31:26

5. Eram dependentes de Deus
    Rute 2:12 / Provérbios 31:25b,30

6. Vestiam-se com esmero
    Rute 3:3 / Provérbios 31:22,25b

7. Eram discretas com os homens
    Rute 3:6-13 / Provérbios 31:11,12,23

8. Distribuíam bênçãos
    Rute 4:14-15 / Provérbios 31:28,29,31

Trecho retirado de Bíblia de Estudo MacArthur, pág. 343.

06 maio 2013

A oração não muda a Deus. Ela nos muda a e as coisas e circunstâncias com que temos de tratar; mas não muda a Deus. 

Jamais teremos a justa atitude para com Deus enquanto pensarmos que a oração é um meio de alcançarmos de Deus o que Ele não intentou fazer. 

Muito longe de a oração mudar a vontade de Deus, devemos orar segundo Sua vontade, se esperamos obter uma resposta. Diz-nos João: “Esta é a confiança que temos nEle, que se pedirmos qualquer coisa segundo Sua vontade, Ele nos ouve” (I João 5:14). É o Espírito Santo que nos faz orar (Romanos 8:15; Gálatas 4:6), e é ao Espírito Santo que devemos procurar por direção nas coisas que pedimos (Romanos 8:26). 

A oração, então, é a obra de Deus em nossos corações preparando-nos para o uso mais proveitoso e o desfrute mais grato de Suas bênçãos. É a Sua própria chave com que Ele destranca as comportas do rio de Suas bênçãos. Nos sábios conselhos de Deus, antes da fundação do mundo, Ele ordenou a oração como um dos meios de execução da Sua vontade. A oração não muda Deus mais do que a fé do pecador arrependido muda Deus. Um e outro são simplesmente meios na realização do propósito eterno e imutável de Deus. 
Trecho acima extraído de "Teologia Sistemática" (Imutabilidade de Deus) - TP Simmons
Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.
Isaías 46:10
A oração é nossa comunicação com o Senhor, e sim, devemos expor nossos anseios, mas é importante ressaltar o intuito dos pedidos em nossas orações. Não oramos para que Deus aja conforme pensamos ser o melhor em nossa limitação humana, mas conforme a vontade estabelecida por Ele.

O objetivo não é mudarmos os planos de Deus. Ele não se engana e não há nEle sombra de variação. Mesmos nos casos citados na Bíblia de orações respondidas, devemos saber que o atender daquelas orações não foram dadas a mudar o plano de Deus, uma vez que atendê-las já era do desígnio de Deus.

Devemos orar com o intuito que a vontade do Senhor, seja feita, sendo ela compatível com nossa ou não, assim como vemos no exemplo da oração de Jesus:
Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. Mt 26:42.
Como Deus não atenderia um pedido feito em oração por Seu próprio Filho? Porque beber daquele cálice era Seu plano desde antes da criação do mundo, e o que possibilitaria a salvação de todos por intermédio da morte de Cristo.

Deus abençoe!
Sabrina

13 julho 2012

"Eu não consigo entender a razão pela qual fui salvo, exceto pelo motivo de que Deus o desejou." 

C. H. Spurgeon





Texto do sermão completo em PDF

20 junho 2012


Irai-vos, e não pequeis; não se 
ponha o sol sobre a vossa ira. 

Efésios 4:26





Afinal... Como identificar até onde vai a linha tênue que separa IRA de PECADO?

Segundo os parâmetros do Novo Testamento, a ira pode ser tanto boa quanto má, dependendo do motivo e do propósito.


Irai-vos e não pequeis. Talvez Paulo esteja sancionando a indignação e a ira justas contra o mal. Esse tipo de ira odeia a injustiça, a imoralidade, a iniquidade de qualquer pecado. Quando tal ira não é egoísta e é baseada no amor por Deus e pelos outros, não é só permitida, mas ordenada.  Jesus expressou essa ira justa:



E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 
Mateus 21:12

E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra. 
Marcos 3:5



Não se ponha o sol. Mesmo a ira justa pode se transformar em amargura; então, deve ser posta de lado até o final de cada dia. Caso a ira se prolongue, ela pode se tornar hostil e violar as instruções de Rm 12.17-21.



A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.
Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.
Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.
Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.
Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 
Romanos 12:17-21




CONSIDERAÇÕES SOBRE Ef 4.31-32
Esses versículos resumem as mudanças na vida cristã mencionadas nos vs. 17-31. Amargura reflete um sentimento latente. Cólera tem relação com a raiva, o aborrecimento de um momento. Ira  é uma hostilidade mais interior e profunda. Gritaria é a discórdia sem controle. Blasfêmias é a difamação. Malicia é o termo geral grego para mal, a raiz de todos os males.


Bíblia de Estudo MacArthur. Efésios 4:26

09 maio 2012

Paul Washer nos mostra o Grande Privilégio que Deus nos concede – conhece-Lo e servi-Lo com nossa vida – e como nós desprezamos esse grande tesouro e o trocamos por coisas passageiras e sem valor. Mais do que recomendado para a igreja de todos os tempos.




Fonte :


Por: Paul Washer © HeartCry Missionary Society | hcmissions.com 

23 abril 2012


12 abril 2012

Afinal... quem nunca pensou ou ouviu a pergunta "Quando Deus surgiu?" ???
Bom... já ouvi dezenas de vezes indagações no mínimo parecidas com essa.

Quando nos deparamos com esse questionamento, precisamos tratá-lo por partes. Vamos começar pensando sobre o tempo. 

O QUE É TEMPO?
Segundos, horas, dias, anos, séculos, estações, envelhecer... Tempo nada mais é do que uma medida pela qual comparamos sequencias e durações de eventos. Não podemos simplesmente VER o tempo. Sabemos que o tempo está passando quando vemos os ponteiros de um relógio, ou quando vemos o dia transformando-se em noite e vice-versa, ou quando olhamos no espelho e deparamo-nos com as diferenças do que éramos a 10 anos atrás. Sim, o tempo não é algo que podemos manipular, podemos apenas medi-lo e sabemos que ele está lá!

PARA HAVER TEMPO, VOCÊ PRECISA DE MUDANÇA!
O tempo mostra-se através de mudanças, ele não pode existir por conta própria. O tempo depende de espaço e de matéria para poder existir. Ele precisa que algo mude para existir. Antes da criação do mundo (Gn 1) não havia o que mudar. Portanto, não existia tempo.

DEUS EXISTE DESDE QUANDO?
Se antes da criação do mundo não existiam mudanças, não podemos utilizar a palavra "quando", uma vez que esta está diretamente ligada a tempo.

ENTÃO... COMO PENSAR EM DEUS RELACIONADO AO TEMPO?





Este texto trata especificamente de Deus, que de forma nenhuma está preso ao tempo e nem depende dele. Para Deus, presente, passado e futuro são todos a mesma coisa! Deus está fora do tempo! 

O tempo simplesmente não atua em Deus, apenas em nós! O tempo não pode atuar em Deus pelo simples fato de DEUS SER IMUTÁVEL. Como podemos atribuir qualquer medida de tempo a um Deus que NÃO MUDA?
A pergunta "O que havia antes de Deus?" é descabida, uma vez que antes da criação só havia nosso ETERNO E IMUTÁVEL DEUS.

Deus nunca surgiu e nem foi criado. O tempo, sim! Sem mudanças, sem tempo.


Bibliografia
A natureza e os atributos de Deus III - Teologia - Os atributos Relativos - Lição 12 - Pr Calvin Gardner - Revisado por Pr Waldir Ferro.
Lourenço, A.J.B. - Gênesis 1&2 - Editora Fiel.

18 fevereiro 2012

Trecho da pregação na inauguração do Templo da Igreja Batista em Ubirajara - SP.
Dezembro de 1991

15 fevereiro 2012

08 fevereiro 2012


Efésios 1:3-6


"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;
Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;
E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado"

27 janeiro 2012


O cristianismo é sem dúvida extremamente coerente. Suas estruturas doutrinárias, lógicas e racionais dão a ele uma base teológica sem paralelos. No entanto, a sua consistência tem sido muito atacada pela ciência durante os últimos 150 anos.


O livro de Gênesis, com o seu relato sobre a criação, tem sido colocado num plano de completo descrédito, chegando até por muitos a ser considerado pura mitologia. Portanto, a pergunta que muitos fazem e buscam por uma resposta autêntica e relevante é: É possível reconciliar a Bíblia com a Ciência? Uma pergunta melhor seria: É possível reconciliar a Bíblia com a Ciência sem comprometer a integridade de cada uma? Para uma grande maioria a resposta seria não. No entanto, temos que verificar de uma forma mais ampla o que está implícito nesta pergunta. Para que a Bíblia e a Ciência possam ser reconciliadas, é necessário que a comparação tenha uma base sólida e que não comprometa a integridade de ambas as partes. Para que isso aconteça, a ciência deve estar devidamente estabelecida e a Bíblia deve ser corretamente interpretada.

Primeiramente, o que seria então uma ciência devidamente estabelecida? Quando falamos da ciência, estamos falando, geralmente, de uma área de conhecimento ou de um grupo de disciplinas interligadas. Na verdade, falamos das suas proposições científicas, ou seja, propostas dadas pela ciência que ofereçam uma explicação sobre algo da natureza. A lei da gravidade é um exemplo. Ela oferece uma explicação do "por quê" as coisas "caem" (na verdade ela explica a maneira pela qual os corpos ou massas se atraem). Dentro dessas proposições, hipóteses e teorias não podem ser consideradas com ciência devidamente estabelecida.

A teoria da relatividade, por exemplo, oferece muitas explicações, mas não recebeu até o momento a qualificação de lei da relatividade. A razão é que ela ainda terá que passar por muitos testes. Se estes testes confirmarem as propostas da teoria da relatividade, não havendo mais nenhum outro teste relevante que possa ser feito para questionar a sua validade, a mesma receberá a qualificação de lei da relatividade. Portanto, comparar a Bíblia, ou mesmo desenvolver uma interpretação textual bíblica baseada em teoria ou hipótese científica, é, em última análise um grave erro. A ciência (ou proposta científica) deve estar devidamente estabelecida. Ela não pode ter a qualificação de hipótese ou teoria científica.

Um exemplo claro nesta área é a utilização da teoria da evolução como parâmetro para interpretação de Gênesis capítulo 1. A teoria da evolução não passa de uma teoria. Por mais elaborada que seja, ainda não foi provada e, portanto, não pode ser utilizada como base de comparação e mesmo de interpretação das Escrituras. Mas como saber se a Bíblia está sendo corretamente interpretada? Uma regra básica da hermenêutica é A Bíblia interpreta a própria Bíblia . 



Como interpretar os dias de Gênesis? Dias literais ou eras?



A palavra hebraica "yom", por ter um significado que pode ser interpretado tanto como dia literal ou como era, não oferece uma conclusão final, se bem que a inclusão de tarde e manhã deixa claro que está se tratando de um período de 24 horas. O quarto mandamento, no entanto, é o que nos dá a resposta da interpretação correta sobre os dias da criação. Nele, o Senhor Deus nos manda guardar um dia em sete. Qual o período deste "um dia"? 24 horas? Milhares de anos? Milhões de anos?

A interpretação do período dos seis primeiros determina a quantidade de tempo do sétimo dia a ser guardado. Sabemos que as Escrituras tratam do dia de descanso como sendo um período de 24 horas e não de "eras".

Portanto, a interpretação de "yom" em Gênesis 1 é de um período de 24 horas.

Mas isto não é coerente com a proposta da teoria da evolução? Correto! A teoria da evolução precisa primeiramente ser provada como sendo verdadeira. Até o presente momento, a evidência acumulada é contra ela. Portanto, Toda Ciência devidamente estabelecida e Toda a Bíblia corretamente interpretada Nunca cairão em contradição.


04 janeiro 2012

Transformemos cada minuto em jóia de valor real no serviço do nosso Mestre!



Um dia, atravessando o deserto, um viajante inglês viu um árabe, pensativo, ao pé de uma palmeira. A pequena distância descansavam seus camelos, pesadamente carregados, revelando tratar-se de um mercador de objetos de alto preço, que ia vender suas jóias, perfumes e tapetes em alguma cidade próxima. Aproximou-se o inglês do negociante, com uma saudação jovial:

Bom amigo, saúde! O senhor me parece muito preocupado. Posso ajudá-lo em alguma coisa?

Estou muito aflito, disse o árabe com tristeza, porque acabo de perder a mais preciosa de minhas jóias!

Ora! respondeu o inglês, a perda de uma jóia não devia ser grande coisa para quem, como o senhor, leva sobre os seus camelos tão grandes riquezas. Não será difícil substituí-la.

Substituí-la! exclamou o mercador, bem se vê que o senhor não sabe o valor do que eu perdi!

Mas que jóia era essa? perguntou o viajante, curioso.

Era uma jóia, respondeu-lhe o seu interlocutor, como não se fará outra. Estava encravada num pedaço de pedra da vida, e havia sido feita na ourivesaria do tempo. Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, ao redor dos quais e agrupavam sessenta menores. Por aí o senhor vê que tenho razão de dizer que outra igual ninguém fará.

Realmente, disse o inglês, devia ser de grande preço. Não acredita o senhor, entretanto, ser possível adquirir uma outra análoga com muito dinheiro?

A jóia perdida, respondeu o árabe, quedando a cabeça pensativo, a jóia perdida é um dia, e um dia que se perde não se encontra mais.

Foi pensando, talvez, como o mercador árabe, que Horace Mann, apóstolo da instrução nos Estados Unidos, fez publicar este anúncio original:
"Perderam-se duas horas cravejadas de sessenta brilhantes cada uma. Não se dá recompensa a quem as entregar, porque essas jóias não se tornam a encontrar jamais."

Possuidores que somos de uma enorme riqueza, que são os minutos, dias e anos que temos para viver, saibamos aproveitá-los de modo a não termos de chorar, no futuro, dias mal gastos e horas perdidas. Transformemos cada minuto em jóia de valor real no serviço do nosso Mestre!


31 dezembro 2011

Entre ontem e hoje, pensei em como gastei meu tempo nesse ano que está se acabando e como distribuirei parte do meu tempo no próximo ano. 

Sendo assim, organizei um calendário de leitura bíblica, com o intuito de ler a bíblia toda em um ano, não por capítulos avulsos, mas os livros inteiros, intercalando antigo e novo testamentos. Exercitar a disciplina. Quero me dedicar a isso esse ano! 

Gostaria de convidá-lo a este propósito: conhecer melhor a Palavra do Senhor. A Bíblia é a revelação plena de tudo aquilo que o Criador quis transmitir à humanidade. Já que nossa vida sem Cristo foi caracterizada pela falta de conhecimento de Deus, é natural que a nova vida seja de profundo interesse por Ele e Sua vontade. Dessa forma, deve o cristão uma vida de estudo bíblico frequente. A disciplina de ler a Palavra fará com que o texto sagrado nos seja familiar. Esta familiaridade fará com que o Espírito comunique a vontade do Pai para nós, dando-nos mais maturidade e crescimento. 

Nosso primeiro desafio para praticar essa disciplina é administrar melhor nossos horários. Tente encontrar tempo. Talvez o horário do almoço, dentro do ônibus, nos intervalos que aparecem, aqueles minutinhos no fim do dia. Sei que não é fácil, mas precisamos estar dispostos a investir mais tempo na presença dEle.

Disponibilizo o calendário que organizei para nos ajudar nesse exercício de disciplina!

Que o Senhor nos ajude, nos ensine e nos abençoe neste novo ano! 

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. 
2 Timóteo 3:16-17 

20 dezembro 2011

Todos nós passamos por dificuldades e ficamos afligidos, desanimados, até pensamos em desistir. Vem-nos pensamentos que não vale a pena continuar.

Nestas horas olhemos para o autor e consumador da fé, olhemos para Cristo, lembremo-nos de suas palavras, lembremos que sofreu no calvário pelos nossos pecados e não desistiu, e nos deu a paz, nos deu esperança, nos deu vida em abundância.

João 16:33
33 - Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

I João 5:4
4 - Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
5 - Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

Nas tribulações temos a oportunidade de crescermos na fé, é o momento em sabemos que dependemos de Deus e que nossa vida está em suas mãos.

II Corintios 4:17
17 - Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;

18 - Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Gloriarmos nas aflições e uma das lições difíceis de aprendermos, mas sabemos que vindo de Deus, nos dará também a vitória, não na carne mas no espírito, na fé e no amor.

Romanos 5:1

1 - TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;
2 - Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
4 - E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
5 - E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Oremos uns pelos outros, oremos sem cessar. “ A oração é como que a respiração da nova natureza dos santos, assim como a Palavra de Deus é o seu alimento.” A. W. Pink

Irmão Rudi.

21 novembro 2011

16 novembro 2011

Por Daniel Gardner
Fonte: Editora Fiel

Você conhece Jesus Cristo como seu Salvador? Ele é o seu Redentor?

Talvez você participe dos cultos de uma boa igreja evangélica. É possível que tenha lido vários trechos da Bíblia e talvez tenha em sua biblioteca livros sobre a vida cristã. Já ouviu falar do Evangelho e da salvação. Pode até ser que você seja batizado e professe estar entre os salvos.

E mesmo assim, apesar da aparência exterior, pode ser que você ainda não siga a Cristo, pois Ele ainda não é seu Senhor. Independente da sua situação religiosa, peço que considere por um momento: você já foi perdoado por Cristo?

Onde há perdão, houve primeiramente uma ofensa. É fundamental que entendamos que nosso pecado é a nossa maior ofensa contra Deus. Recomendo a leitura do capitulo 9 de Esdras pois neste capitulo, ele confessa seu pecado junto com o pecado do povo de Israel. Lemos a partir do versículo 5: “Me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o SENHOR meu Deus; e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje estamos em grande culpa…” A atitude de Esdras demonstra que ele enxergava seus pecados como sendo ofensivos ao próprio Deus santo. Esdras não fez de conta que seus pecados eram ocultos ou discretos e nem ainda uma “escolha pessoal”, mas admite que “nossa culpa tem crescido até aos céus“. Nossa culpa é vista por Deus, pois vivemos todo dia perante Seus olhos. O próprio Esdras reconheceu, “Eis que estamos diante de ti, na nossa culpa” (Esdras 9.5). O Rei Davi admitiu “Fiz o que é mal à tua vista” (Salmos 51.3) e o profeta Isaias confessou, “as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós” (Is 59.12).


09 novembro 2011


Tremendo Diante da Cruz
Por James M. Renihan




O professor John Mürray escreveu, em certa ocasião, que o temor de Deus é o âmago da piedade; e com certeza ele estava correto. Embora seja freqüentemente olvidado, o temor de Deus é um dos conceitos centrais da Bíblia. O povo de Deus O teme, porque O conhece da maneira como Ele se revelou nas Escrituras. Thomas Manton disse: “Este sentimento deve ser aquilo que identifica os servos de Deus, por ser o grande princípio que tanto nos guarda do pecado quanto nos impulsiona a cumprir nossos deveres. O temor de Deus é uma das fundamentais e essenciais virtudes que o crente possui” (Works[Obras], 6:409).
Manton aludiu às duas principais características do temor de Deus, quando disse que este sentimento “tanto nos guarda do pecado quanto nos impulsiona a cumprir nossos deveres”. Por um lado, no temor de Deus existe um senso de terror em permanecer na presença dEle. Isaías, em sua grande visão do Senhor assentado no templo, sentiu-se despedaçado quando seu pecado foi revelado diante da gloriosa santidade de Deus. Embora Isaías fosse membro do povo de Deus, ele conhecia o potencial da ira de Deus quando manifestada contra o pecado. Isaías experimentou aquilo que foi expresso pelo escritor da epístola aos Hebreus, o qual nos lembra que é algo terrível cair nas mãos do Deus vivo. Por outro lado, o temor de Deus se evidencia em um profundo amor e reverência à pessoa de Deus, que, para aqueles que O seguem, é atraente. Seu povo deseja estar com Ele e anela pelo senso de sua presença e majestade. Eles se regozijam em prostrar-se diante dEle e adorar sua gloriosa soberania. Para eles, a sua maior felicidade está em exaltar seu Senhor.

Muitas ilustrações podem ser apresentadas em referência a este duplo significado do temor de Deus. Consideremos uma destas ilustrações: a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.

Se não for por intermédio dos olhos da fé, tudo o que podemos contemplar na cruz é aquilo que Isaías descreveu: “Não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso” (Is 53.2-3). No entanto, o crente contempla mais profundamente e diz: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53.4-6).

A cruz do Calvário ilustra bem a dupla natureza do temor de Deus. Ela demonstra o furor da ira de Deus. Quando pensamos na cólera derramada sobre o Filho de Deus — santo, imaculado, puro e amado — morrendo em indescritível agonia, podemos obter um vislumbre da terrível ira de Deus. Quem é este Deus, capaz de fazer uma coisa tão admirável como esta? Se castigou o pecado desta maneira, Ele tem de ser temido por nós.
A cruz também demonstra o amor de Deus. Quando pensamos na atitude do Pai ao enviar seu Filho, para suportar o castigo do pecado de seu povo, e meditamos no Filho aceitando a ira de seu amado Pai, temos um vislumbre da compaixão e do amor de Deus. Que Deus é este, que realizou algo tão impressionante por mim? Se Ele puniu os meus pecados daquela maneira, preciso temê-Lo com todo o meu coração.

Fonte: Editora Fiel

21 setembro 2011